A poem about the history of Earth as told by the rocks

Siccar Point, Scotland.

Once there was a wise man
who read every book
of every library
of every kingdom of man
and yet didn’t understand the world

He thought of the oceans and the mysteries they hold
of the rivers that meander as they grow old
of the dunes that move as the wind blows
of the seas of mountains that burst through the clouds and pierce the skies
and wondered
how all this came to be?

And so, to answer these questions of many subjects and kinds the same wise man who read every book of every library of every kingdom of…


Relatos anacrônicos de um isolamento auto-imposto.

Faz 200 dias que começou, ao menos por aqui. Muitas coisas aconteceram desde o último relato, há longínquos 45 dias. Nosso quadro político mudou, entrando numa fase de silêncio quase aterradora; a maioria das pessoas desistiu de seguir o distanciamento físico, seja pela crescente descrença na ciência cultivada por meses ou pelo esgotamento físico e mental somados ao longo de semanas voluntariamente presos em casa. A situação pode ser acompanhada em diversos portais governamentais, embora outros locais forneçam informações mais confiáveis. A meu ver, o pior foi a sucessão de tragédias ambientais sofridas.

Começando ano passado, e atingindo um novo…


A (very) short story about hidden things in the sky

photo by Paul Volkmer

The invisible hunter is old. No one knows how old he actually is. Before the sky became dark, and before the ground became solid; before the galaxies begun to spin, and before the worlds begun to gather; before the cosmic clouds of gas and dust collapsed and formed the starts of the Universe, there he was. He was there to see the first light of the first start that ever came to be, when the Universe was young and full of energy, and life was but a distant and unpredictable dream. He was there to see the first worlds beginning…


Relatos anacrônicos de um isolamento auto-imposto.

Faz 155 dias que começou, ao menos aqui. Cinco meses são mais do que suficientes para mudar alguns pontos de vista. Os espectros de normalidade vindos a conta-gotas pelos últimos meses, e por semanas a fio desejados com um fervor quase fanático, não trazem a sensação de conforto esperada; pelo contrário, tornam o contraste da insanidade coletiva que compartilhamos e o que tínhamos por mundo ainda mais forte.

As visitas desses fantasmas do passado, que sentam-se à sala para um chá quando menos se espera, deixaram de ser desesperadoras e passaram a ser intrigantes, estimulantes, e até mesmo agradáveis, embora…


Or a peak at the life of a geologist amongst astronomers.

The Carina Nebula. Picture by NASA.

Being a scientist can be very funny. At times.

As I write this, I’m sitting in a fancy conference room, one of those with spot lights, big screens with important-looking figures on it, flags here and there, and even retractable desks that half of the audience finds only on the last day of the event. And what am I doing here? Watching lectures given by really smart people. The subjects are all relevant in a way or another, at least to the people here. It’s all part of the Anual Meeting of the Brazilian Astronomical Society (also known as SAB…


Records of a glaciation long gone

Along the roads nearby the city of Mirador, in Santa Catarina (Southern Brazil), there are many outcrops of successions of sedimentary rocks of various types. Usually, these successions are composed by layers with a few centimetres to a few decimetres of thickness, with approximately tabular shape and lateral extensions of hundreds of metres, if not more. Two main types of rocks can be identified: i) bright grey to bright yellow mudstones, with planar lamination and, eventually, low-angle tabular cross bedding; and ii) bright yellow fine do medium sandstones, with a series of sedimentary structures typical of river transport. Amongst the…


Ontem, meu avô, Lourival Branco, em seus 89 anos, faleceu. Deixo aqui o texto que li hoje no seu velório. Espero que traga um pouco de conforto para quem precisar.

Foto do meu avô em seu Corcel 76, tirada pelo meu tio José Carlos Branco não muito tempo atrás.

“Velho não, eterno.”

Para os egípcios, a morte é senão uma das muitas transições em meio a jornada eterna da alma. O sah, o corpo espiritual, deixa o khet, o corpo material, e é levado por uma barca solar até o Duat, o Mundo dos Mortos. Lá, sob o sol da meia noite, o sah precisa cruzar os Sete Portões espalhados pelo infindável deserto de areias negras, enfrentando as mais diversas provações, para…


Relatos anacrônicos de um isolamento auto-imposto.

Faz 133 que começou, ao menos aqui. Pausas são sempre bem vindas. Elas nos permitem recuperar o fôlego e reavaliar nossas perspectivas, um exercício sempre bem vindo. No fluxo quase obsessivamente frenético da vida moderna, são raros os momentos que tomamos para olhar a nossa volta e apreciar as pequenas mudanças às quais os vários mundos pessoais em que existimos estão submetidos. Por isso, façamos hoje um interlúdio. Falemos ainda do passar do tempo, mas não sob a ótica humana; falemos do passar do tempo para a Terra.

O planeta Terra está em constante evolução. Isso pode ser facilmente constatado…


Relatos anacrônicos de um isolamento auto-imposto.

Faz 128 dias que começou, pelo menos aqui. Faz um certo desde meu último relato; um Fevereiro inteiro de experiências, ou da ausência delas, se passou desde então. Curioso como a necessidade de registrar essa experiência tão surreal diminuíram a medida que a sensação de normalidade se fortaleceu. Hoje é nítido: esse é o novo normal, e o será por um bom tempo. Por muito tempo foi difícil aceitar esse fato; talvez por isso tenha sido tão difícil voltar a registrar quaisquer pensamentos que fossem aqui.

Um misto complexo de emoções vem a tona ao pensar nesses 128 dias de…


Relatos anacrônicos de um isolamento auto-imposto.

Faz 100 dias que começou, ao menos por aqui. Os efeitos de se passar esse tempo quase que num só ambiente são um tanto peculiares. A distinção entre os dias começa a se perder; as semanas perdem suas identidades, e fundem-se umas as outras. Quase como num loop, sinto viver num eterno domingo, permeado por ecos de uma normalidade há muito perdida e que, hoje, parece um sonho distante.

Na realidade próxima, tenho todas as minhas necessidades básicas perfeitamente atendidas: vivo num apartamento que, embora pequeno, é perfeitamente confortável, tenho ampla variedade de fontes de entretenimento e lazer, tenho um…

Hely Branco

Geologist. Master in Astrophysics. Aspiring writer. Teacher. For more info: helybranco.com

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store